ESTUDANTES MONTAM COLCHÕES E TENDAS À PORTA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Estudantes das escolas públicas em colaboração com os seus colegas das privadas decidiram montar desde a tarde do domingo, 25 de novembro, colchões e tendas frente à porta do ministério da Educação Nacional, em Bissau.

De acordo com os mesmos, vão ficar acampados alí até que os seus direitos sejam respeitados, ou seja, até que se iniciem as aulas nas escolas públicas.

A iniciativa é do coletivo dos estudantes que engloba diferentes escolas públicas e privadas e algumas universidades do país, com o propósito de exigir o início das aulas nas escolas públicas e nas escolas de formação de educação. Os estudantes são unânimes em pedir igualdade de oportunidade e de tratamento por parte do Estado guineense.
Em declarações aos jornalistas, o porta-voz de Espaço de Coordenação e Concentração das Escolas Públicas e Privadas, Franique Alberto da Silva, disse que querem também ter as mesmas oportunidades de estudar, por isso “ficaremos aqui até que seja levantada a greve”.

“Proibiram os nossos pais de estudar e querem também que passemos pelo mesmo. Assim para permitir que seus filhos mandem em nós como têm feito com os nossos pais”, notou.

Para o estudante Amadu Djaló, as informações de negociações entre o governo e os sindicatos constitui um desagrado para os estudantes, porque não há nenhum sinal da abertura das aulas.
“Estamos aqui para juntarmo-nos e lutar por uma causa justa. Não faz sentido uns a estudarem e outros não. Não nos anima nem é bonito não termos a mesma oportunidade de ir à escola. Neste sentido, nós das escolas privadas viemos solidarizarmo-nos, conforme os turnos escolares, porque não podemos perder as aulas, os nossos pais labutam para isso”, contou.

“Nenhum país do mundo pode desenvolver-se com um índice alto de analfabetos. Temos constatado constantes salvamentos de anos letivos no país, e isso não é nada bom para o desenvolvimento” disse Cirilo Indjai, estudante Universitário.
odemocrata

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